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terça-feira, 13 de abril de 2010

O que é o ciclo menstrual e por que menstruamos


O ciclo mesntrual se inicia na puberdade, entre os 10 e 17 anos, fase em que as adolescentes experimentam a menarca, ou como é chamada a primeira menstruação.

Mas o por quê de haver o ciclo mesntrual mensal também é importante, já que a ausência do próprio, indica gravidez ou problemas hormonais, emocionais, subnutrição, ou outros distúrbios orgânicos.

Por que menstruamos?

O responsável pelo ciclo mesntrual é o endométrio, um "tecido" que reveste a parte interna do útero a cada início de ciclo.

Este revestimento se processa a espera do embrião que deverá ali, ser alojado.

O endométrio se desprende do útero uma vez por mês a cada 28 dias, em média, para proteger o corpo da mulher de possíveis microorganismos que possam se infiltrar com espermatozóides, no momento da ejaculação.

Sendo este, o endométrio, um tecido ricamente vascularizado, ao se desprender do útero a sua forma deverá ser em fluxo sanguíneo.

Este ciclo será cessado caso haja a concepção, ou menopausa.

Tensão pré menstrual:TPM

Para entendermos mais a fundo a questão da tensão pré menstrual, basta que identifiquemos a área do cérebro responsável pelo controle da menstruação e seus respectivos "agentes orgânicos":

hipotálamo: área do cérebro responsável pelo sistema nervoso.

glândula pituitária: responsável pelo estrogênio, estimulador oficial do endométrio e,

progesterona: que mantém o endométrio e garante a gravidez.

Enquanto esses agentes estão trabalhando na chegada do novo ciclo menstrual, algumas mulheres sofrem com os sintomas de alterações comportamentais que eles podem causar, tais como: retenção de líquido, depressão, angústia, euforia, fadiga, tensão, dores de cabeça, dores musculares e mudança nos hábitos alimentares.

Durante esta fase, as mulheres não dispensam e ainda correm atrás de, doces e refrigerantes.

Mas costuma - se aconselhar Florais de Bah para tratar a TPM, e maior atenção com a dieta diária, como ingerir menos cafeína e gorduras.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A primeira menstruação:sintomas e dúvidas

menstruacao periodo fertil


Nossas meninas podem apresentar alguns sintomas da menarca, ou primeira menstruação, a partir dos nove anos de idade.É nesta fase que podemos perceber algumas mudanças no corpo da adolescente que, se prepara para a primeira ovulação.Somente após a ovulação é que se corre o risco da concepção.Essa mudança é conhecida como puberdade.A puberdade provoca o aparecimento de pelos pubianos, dedos das mãos, pernas e axilas.Após o aparecimento desses sintomas estima - se que a menarca aconteça em dois anos.

Qual é a idade certa para a primeira menstruação?

É natural que a menarca aconteça entre os 9 e 16 anos, uma variação que depende da genética, alimentação e obesidade.Quando a menarca acontece antes dessa idade, considerada normal, ela poderá apresentar alguns problemas como, estagnação do crescimento, pré disposição à câncer ginecológico e obesidade.

Os sintomas de precocidade podem ser identificados a paritir de sinais da puberdade antes da jovem alcançar os oito anos de idade.

Já a adolescente que passa da idade considerada normal para a primeira menstruação, poderá estar sofrendo de anemia, desnutrição, ou problemas hormonais e genéticos.

Devo levar minha filha ao médico após a primeira menstruação?

Não há necessidade de se levar a criança ao médico após a menarca se a criança estiver bem para os padrões considerados normais de um estado menstrual, ou seja, irritabilidade, dor de cabeça, cólicas, sangramento moderado e dentro de cinco ou seis dias.

Procure um médico caso se perceba grande volume de sangramento, cólicas abdominais insuportáveis, e caso o sangramento perdure por oito ou mais dias.

Procure por livros ilustrativos que exemplifiquem sobre o assunto, ensine a jovem adolescente a anotar em uma agenda a data do início do seu período menstrual, hábito que deverá perdurar durante algum tempo, e a carregar absorventes na bolsa para não ser pêga desprevinida.

Menstruação e gravidez

A partir da primeira menstruação o risco de uma gravidez será eminente, embora a ovulação ainda não aconteça.

Caso a adolescente esteja ativa sexualmente, é ideal que se consulte um ginecologista para a administração da pílula que evita a gravidez, ou algum outro tipo de método contraceptivo.

Quando usar o absorvente interno?

O absorvente interno poderá ser usado por adolescentes a partir dos 16 anos, que é quando a jovem conhece melhor o seu próprio corpo, e tem maior liberdade para manusea - lo.

Jovens virgens também podem usar o absorvente interno, desde que de tamanho pequeno e a partir de acompanhamento médico.

Não é recomendável a substituição do absorvente comum, pelo absorvente interno, essa substituição poderá causar infecção nas partes íntimas da jovem.Use somente quando necessário, em praias, piscinas, ou ao usar vestidos ou roupas muito justas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como falar sobre sexo com nossos filhos




Nossos filhos já crescem assistindo a beijos e amassos na TV ou na esquina, portanto a pergunta sobre o que aquelas pessoas estão fazendo, ou por que estão fazendo, será inevitável um dia, o que é muito natural, então,  relaxe e não faça um alarde sobre o assunto.Não esconda, desconverse , ou minta ... apenas prepare - se!

Se a criança ainda for muito pequena e estiver curiosa a respeito de uma cena amorosa que eventualmente possa ter visto na TV por exemplo,  não entre em muitos detalhes, uma saída é descrever como fazer "amor" é natural e,  todos os animais, plantas e insetos fazem, mesmo que as palavras "fazer amor" não se encaixem em todos os casos, como quando tratamos de insetos po exemplo,  e tudo acontece desde que seus corpos estejam maduros e preparados  para este momento.

Explique que o corpo precisa estar desenvolvido para passar para essa etapa que  acontece na vida de todas as pessoas e seres vivos, de uma forma ou de outra e,  esta fase, é a fase adulta.

Importa que se saiba que, é através deste tipo de contato que nascem os bebês e todos os seres vivos da terra, sim, a estória da sementinha que o papai carrega e deposita na barriga da mamãe é válida, enquanto a criança ainda não tem curiosidade em saber como funciona esse processo.

Como conversar sobre sexo com crianças a partir de nove anos

Aos nove anos de idade a criança já não deverá acreditar em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa ou Fada do dente, sinal de que,  já é hora de começar a entender como o ato sexual acontece, e deixar de acreditar que a sementinha é posta no útero da mãe como se planta feijão.

Encare este momento o mais naturalmente possível, não reprima ou desencorage tais curiosidades mas, tente encarar  a situação a partir do ponto de vista de seu filho.

Certamente eles  se sentirão mais importantes assim que esse mistério lhes for revelado,  estarão prontos a confiar em você e,  lhe  fazer revelações ou  perguntas sobre sentimentos e sensações que estiverem sentindo.Esse tipo de comportamento será natural desde que os filhos sintam confiança e liberdade pra falar no assunto.

De quem é a responsabilidade de falar sobre o assunto com os filhos?

Ambos deverão responder as perguntas que lhes são feitas pelos filhos  mas, são os pais que devem conversar com os meninos, não por uma questão machista mas sim por conhecerem bem a si mesmos e,  conhecer como funciona o "homem", seus desejos, dúvidas, e sentimentos em relação ao assunto.Além do que, o pai também precisa participar da educação dos filhos dando conselhos sobre como as meninas devem ser tratadas com respeito e educação.

O que não quer dizer que as mães também não possam ter uma conversa aberta sobre este assunto com os filhos homens, ou vice-versa, nada disso!O que importa é que, a iniciativa venha deles.

Os pais só deverão iniciar a conversa, a não ser que a puberdade chegue assim como os namoricos e,  ainda não tenham conversado sobre o assunto.

A primeira vez dos filhos

"A nossa primeira vez, a gente nunca esquece"... O que dizer da primeira vez dos nossos filhos então?

Muitos pais preferem nem saber, e só descobrem depois que a notícia do netinho chega, acompanhado daquela cara lavada de cachorrinho que fez a coisa errada.

Ninguém quer passar por isso, mas a maioria também não faz nada pra impedir, e o número de casos de gravidez na adolescência é cada vez maior.

Tentar impedir o filho de transar ou sair pra balada só trará revolta e indisciplina, motivo pelo qual eles certamente aprontam no final.

A dica é,  conversar abertamente sobre o assunto sempre, perguntar sobre o namoro para saber até onde estão indo e,  onde pretendem chegar poderá lhe abrir uma fresta parao aconselhamento.

Explicar sobre os métodos contraceptivos, levar a filha ao médico ginecologista para conversar e tirar maiores dúvidas, não incentivará a sua filha a transar, pelo contrário, ela pode até mesmo sentir que os pais estão muito na expectativa em relação a este momento de sua vida e,  preferir recuar.

Esse comportamento pode ser comum por que, nossos filhos têm a sensação de que não os queremos felizes, e de sempre estarmos freando suas vidas para que não se realizem, portanto,  agindo dessa maneira clara e objetiva, eles podem se rebelar contra e,  acabar fazendo a coisa certa.

E acertar é muito importante, acertar o momento, acertar o namorado, acertar o método contraceptivo adequado ... quem nos dera ter tido tantos acertos assim na nossa primeira vez!

Aproveite para conversar sobre rapazes aproveitadores, e situações que podem acabar se tornando embaraçosas, como,  filmar ou fotografar esses momentos íntimos, ou transar em locais públicos.

O tema "sexo na adolescência" não precisa ser massante e cansativo, mas é bom que se exponha da maneira mais clara possível.

Essas dicas serão melhor aproveitadas se o assunto for tratado de maneira natural desde muito cedo, quando nossos filhos ainda são crianças e começam a fazer perguntas sobre o assunto.Desta maneira cria - se um ambiente de confiança, essencial em qualquer relacionamento, inclusive entre pais e filhos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dúvidas sobre Sexo na adolescência

Créditos da imagem:Encanto


Técnicamente o tema sexo é massante e desinteressante, "constitui no ato de consumar uma união estável ou uma aventura ocasional".

Durante a puberdade, com as alterações do nosso corpo, é que começamos a nos interessar pela tal "consumação" do ato, enfim!

Se você está lendo esta página agora, provalvelmente as divas da música Beyoncé, Madonna e Lady Gaga supriram a sua curiosidade e "satisfação", apenas parcialmente...e certamente ainda se tem dúvidas sobre o assunto.

Pois bem, vamos tentar esclarecer de vez essa "perrenga":

A primeira vez dói?

É engraçado como nos preocupamos com a dor física em vários momentos de nossas vidas, principalmente quando se trata da nossa primeira vez, qualquer que seja a primeira vez!

Devemos encarar da seguinte maneira, acredito eu, há uma primeira vez pra tudo!

Assim como o primeiro beijo não será o nosso melhor beijo, a nossa "primeira vez" também não deverá ser a melhor de todas.

É importante nos conhecermos bem antes do primeiro passo, saber dizer "não" quando sentimos que é não, e "sim" quando sentimos que é sim, na hora certa, faz toda a diferença.

Não conheço ninguém que tenha sentido algum tipo de prazer imensurável estando em um estado de nervoso ou desconforto acima do suportável em qualquer ocasião.

Portanto assegure - se de estar confortável e segura de sua decisão.

É possível que se sinta dor na primeira vez, mas se o momento for tratado com carinho e respeito por parte do companheiro, tenha certeza que o "sofrimento" não se compara a um acidente de bicicleta, no mínimo das considerações.

Como saber o momento de dizer sim?

Quem decide se o casal deve ou não fazer sexo, é a mulher.

É a parte feminina que recebe o homem, portanto é dela que deve vir a permissão, ou não, do ato.

Jamais se impulsione pela pressão dos colegas, ou permita que a permanencia do casal dependa dessa condição.

A única pessoa que poderá responder por seus atos será você mesma!Portanto analize, pense, e decida, leve o tempo que levar e precisar.

Imaturidade = Gravidez na adolescência

Podemos dizer que uma gravidez na adolescência, é sem dúvida uma gravidez indesejada.

Estado consequênte da falta de maturidade e responsabilidade sobre a própria vida.

Os métodos contraceptivos estão disponíveis pra todos os bolsos e preferências, portanto se você engravidou de alguém ou engravidou uma garota, pode se considerar um mané!

A questão é bem simples, se você não sai por aí enfiando o dedo na tomada por que dá choque, também não deverá sair por aí enfiando o "dito cujo" em qualquer lugar sem proteção alguma, por que vai acabar tendo um bebê ou pegando um vírus HPV, HIV, ou Herpes Genital, no mínimo!

Procure saber tudo sobre a pílula que evita a gravidez, e consulte um médico!

Se para ir a um médico você precisa da companhia da sua mãe, ou um responsável, por que depende do plano de saúde, e está difícil se comunicar sobre este assunto em casa, marque um ginecologista pelo SUS, procure um Posto de Saúde.

O ginecologista poderá esclarecer mais dúvidas e receitar uma pílula adequada a você.

Jamais use pílula anticoncepcional de amigas!

Qualquer dúvida que este texto não tenha esclarecido, poderá ser respondida via comentário no próprio site.

Esteja a vontade e boa Sorte!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O primeiro beijo




Ninguém sabe ao certo onde e quando o primeiro beijo surgiu, mas é fato que cada um deseja descobrir o seu!


... que seja trêmulo, inesquecível, e emocionante.

Que tenha amor, frio no estômago e romance.

O primeiro beijo não precisa ser "indecente", ele é só o primeiro ... ainda inocente.

Mesmo que não seja perfeito, como esquece - lo ? ... o primeiro beijo sempre será o primeiro.

Como é beijar pela primeira vez?

É por volta dos 10 anos, ou na adolescência, que começamos a nos interessar em ser como nossos pais, ou ídolos da TV.

Nos veslumbramos com as histórias entre personagens, e criamos uma atmosfera de encantamento em volta de nossos desejos, principalmente entre garotas adolescentes.

Por esse motivo, as garotas sofrem menos com a experiência do primeiro beijo.

Por estarem mais envolvidas emocionalmente que fisicamente, e se preocuparem mais em viver o momento do que em agradar o garoto em quem se está interessada, não carregam o peso da responsabilidade que os meninos carregam, eles precisam acertar de primeira.

Já para a maioria dos garotos o primeiro beijo pode ser considerado péssimo, e desastroso.

Suas expectativas estão no ato de beijar, e muitas vezes a maioria não se importa em beijar alguém que mal se conheça.

A intenção é deixar de ser "BV"(boca virgem), antes de ser o último dos amigos!

Uma dica para se sair bem no primeiro beijo, é beijar quem se gosta assim, por mais que se pareça estranho beijar, estaremos satisfeitos por estarmos sendo correspondidos, e a "técnica" passará a ser um mero detalhe...

É importante saber que o primeiro beijo nem sempre é agradável, e o momento de beijar pela primeira vez, nem sempre corresponde ao que sonhamos, mas ... é fato que cada um queira descobrir o seu!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

IBGE : pesquisa sobre adolescentes e álcool


Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traz dados que servem de alerta para pais, mães e responsáveis por adolescentes no Brasil.

Foram entrevistados 618,5 mil estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental (equivalente à 8ª série) de escolas particulares e públicas, de 26 capitais brasileiras.

O resultado revelou que mais de 70% dos adolescentes já provaram álcool, e 24% experimentaram cigarro.

Se você ficou assustado com esta porcentagem reveladora, saiba que ainda se pode piorar, afinal cerca de 22% desses adolescentes, a maioria na faixa de 13 a 15 anos, já ficaram bêbados.

Devemos ficar atentos

É na adolescência que se desenvolvem os maus hábitos com o cigarro, bebidas e drogas, além de má alimentação e sedentarismo.

A falta de maturidade e atenção dos pais, em relação ao comportamento dos adolescentes, pode contribuir muito para que este adolescente se torne um viciado quando adulto.

O cuidado deve ser dobrado quando se tem parentes dependentes na família.

10 Sinais de alerta

Existem alguns sinais que podem auxiliar os pais a identificar se seu filho está usando drogas:

1. Isolamento
2. Depressão
3. Agressividade
4. Perda de apetite
5. Vômito
6. Má concentração
7. Desleixo
8. Frio constante
9. Discurso sobre suicídio e automotilação
10. Sumiço de pertences da casa e falta de dinheiro

Como evitar que seu filho use drogas

O mundo em que vivemos está girando mais rápido, as notícias se espalham através da televisão e da Internet, e os nossos jovens têm tanto acesso à informação que a muito os adolescentes de 13 anos já não podem mais ser considerados inocentes.

Neste mesmo nível de evolução estamos nós, pais, trabalhando cada vez mais para proporcionar saúde e bem estar a nossos filhos, que devido a nossa rotina estressante, muitas vezes nem os vemos ao fim do dia.

Podemos começar então a ser mais presentes, e inteirados a vida de nossos filhos.Tarefa que deve começar desde cedo.

Pra começar responda a todas as perguntas que seu filho fizer sem repreensões, com calma poderá descobrir o motivo da pergunta, que na maioria das vezes é constrangedora e assustadora também.

É essencial agir com naturalidade, prender a atenção do seu filho naquele momento e dar para ele a confiança que precisa.

A vida é cheia de desafios e perigos, nossos filhos precisam ser alertados e não poupados da realidade.

Desde muito cedo explique que a bebida e as drogas fazem mal, demonstre a malignidade do vício com exemplos vivos e reias.

Explique por que há pessoas que não conseguem mais se livrar do vício, e como tudo começa a partir do primeiro gole, ou da primeira tragada.

Dê amor e atenção, jamais menospreze seu sofrimento, valorize cada lágrima, cada sinal de temor, largue tudo o que estiver fazendo para observar o seu filho, e assim poder ajudar mais rapidamente e com sucesso.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vacina contra HPV em crianças de nove anos


A Sociedade Brasileira de Pediatria aconselha que crianças de nove anos sejam vacinadas contra o vírus HPV, ou Vírus do papiloma humano.

Levou um susto?... eu também!Então vamos logo esclarecer este assunto:

Apesar do HPV ser uma doença sexualmente transmissível, os pediatras tem como explicação para esta recomendação, o fato das adolescentes iniciarem sua fase sexual a partir dos 14 anos de idade, e não usarem preservativos.

A ausência de intimidade com os pais sobre o assunto "sexo", ainda é um agravante para o quadro de risco entre as adolescentes.

Uma pesquisa recente da Fiocruz trouxe um dado preocupante que reforça a importância da vacinação: uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada com o HPV com menos de um ano de atividade sexual. Esse número aumenta para 40% em meninas com cinco anos de atividade sexual.(fonte Pesquisa : Revista Pais e filhos)

Não há uma corrida contra o tempo!

A partir dessa notícia não significa que há caso de vida ou morte, como é o caso de outras vacinas preventivas como poliomelite,BCG e etc...portanto não é necessário correr contra o tempo.

É possível esperar sem problemas pela adolescência de nossas filhas, tanto quanto aproveitar para enveredar nossas futuras mulheres no assunto da importância da prevenção a partir da idade recomendada pelos pediatras.

A eficácia da vacina preventiva tomada aos nove anos de idade será a mesma da tomada dos 11 aos 13 ou 15.

domingo, 21 de junho de 2009

Anorexia e Bulimia


Quem não gostaria de ter uma aparência de modelo de passarela?A maioria das mulheres perdem o sono acreditando que não serão aceitas por não corresponderem ao padrão dos estilistas, e recorrem às academias, e dietas para manter o corpo em forma.

E qual é o problema?

O problema está na obssessão.

Cada vez mais jovens e adultos fazem parte das estatíscticas.A faixa etária mais acometida está entre os 10 e 19 anos.

O fator psicológico tem forte influência no estado da doença, que pode se agravar com sentimentos de desprezo, e inferioridade.

É bom que a jovem recupere a auto estima e confiança, geralmente abalados em casos de relações amorosas desastrosas, ou relacionamentos que tendem a denegrir a sua imagem perante o que acreditávamos ser.

Pais, colegas e patrões podem influenciar a auto estima de quem tem a personalidade frágil e falta de apoio, em determinadas situações.

Sintomas da Bulimia

Preste atenção nos sintomas comuns da doença, e procure um médico que possa diagnosticar o problema.

Os doentes de bulimia desenvolvem os seguintes sintomas:

- Ausência da menstruação

- Necessidade de se alimentar em segredo

- Interesse exagerado por alimentos e desenvolvimento de estranhos rituais alimentares

- Obsessão por exercício físico

- Depressão

- Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos, e

- Vômitos ou uso de drogas para indução de vômito, evacuação ou diurese.


Acompanhe dois casos de adolescentes com o problema:


Caso 1 -KDC, 15 anos, fem., branca, nat. e proc. de São Paulo.

HPMA: Passava bem até há 3 meses antes da consulta quando procurou uma academia para perder gordura localizada na barriga (sic). Na ocasião pesava 53 Kg e desejava perder 3 Kg.

Além dos exercícios iniciou dieta que constava de salada crua e duas bolachas cream-craker/dia. Segundo a mãe sempre foi uma menina dócil, obediente, caseira e excelente aluna, nunca "dando trabalho" diferente da irmã mais velha.

Atualmente nunca sai de casa a não ser para ir a escola. Parou de frequentar a academia e está fazendo exercícios em casa. Gosta de ler muito sobre dietas, sabe o valor calórico de grande número de alimentos e tem medo de engordar. Se comer mais do que a dieta que vem seguindo sente dor e queimação no estômago e náuseas. Hábito intestinal 1x/ semana, com fezes endurecidas, desde que iniciou a dieta. Tinha ciclos menstruais regulares desde os 13 anos e agora está em amenorréia há 2 meses, desde que atingiu 49 Kg.

Exame físico: Bom estado geral, lúcida, bom contato com o meio. Pele seca e descamativa em MMII, cabelos secos com áreas de alopécia. Sem edemas. FC- 55 bpm; PA- 90 x 60; T- 36º ; Est.- 171 cm; P- 39 Kg.

Exames laboratoriais: glicemia- 63 mg%; Hb- 12.5 Ht- 32% GB- 4300 plaq- 120.000; densitometria óssea- normal para a faixa etária.

Tratamento: foi iniciado acompanhamento com psicólogo, calcio (OsCal 500, 2 comp./dia), Zn (150 mg/dia sulfato de Zn), orexígeno (ciproheptadina 8 mg/dia), dieta equilibrada objetivando ganho de 200 a 300 g/dia e retorno semanal.

Evolução: Em 3 meses de acompanhamento houve ganho ponderal médio de 3 Kg / sem., melhora do estado de ânimo, voltou a sair de casa. Parou a queda de cabelo, não apresentou queixas gástricas, hábito intestinal a cada 2 dias, FC- 80 bpm, PA- 100 x 70, T- 36.5º . Ao atingir 49 Kg teve ciclo menstrual oligomenorreico. Nessa ocasião foi suspenso orexígeno Só ingere alimentos "light", só usa adoçante e come carnes magras. Não quer engordar mais e manter-se com 50 Kg. Continua em acompanhamento psicológico.

Caso 2 - ESM, 16 anos, Nat. e proc. de São Paulo

HPMA: Aumento de peso há 2 anos. Filha adotiva, sofreu abuso sexual por parte do irmão há 2 anos. Nessa ocasião abandonou o lar, indo trabalhar como doméstica. Desde então, incapacidade de controlar a ingestão alimentar, com ganho ponderal de 20 Kg. Tentou dieta mas comia compulsivamente alimentos muito calóricos, após os períodos de restrição alimentar. Como sentia-se culpada passou a provocar vômitos diariamente após comer, por 6 meses. Nesse período apresentava fraqueza generalizada, não tinha vontade de viver (sic), ciclos menstruais irregulares, dor retroesternal em queimação mas não perdia peso. Só procurou ajuda médica agora, com intuito de emagrecer de maneira saudável. Não aceita acompanhamento psicológico.

Exame físico: Bom estado geral, orientada, corada. FC- 88 bpm; PA- 110 X 70; T- 36.5º ; P- 62.5 Kg; Est- 153 cm. Não apresenta lesões em dorso da mão nem problemas dentários.

Exames laboratoriais: Hb - 14.1; Htc - 43% ; Glicemia - 91 mg%

Tratamento: iniciou dieta sem restrição porém de baixo valor calórico com horários definidos e intervalos mais curtos.

Evolução: Após 3 semanas volta com queixa de queimação retroesternal e epigastralgia após a alimentação, que só melhora com vômitos. Está deprimida, brigou com o namorado há 1 semana e pensou em morrer (sic), ocasião em que ingeriu 4 comprimidos de 6 mg de bromodiazepina e dormiu durante 48 horas seguidas. Não está seguindo a dieta e ganhou 1.5 Kg. Recusa-se a fazer acompanhamento psicológico.

Fonte:Distúrbios alimentares

Distúrbios alimentares na adolescência


Os distúrbios alimentares tornaram-se, nos últimos 15 anos, alvo de intensas pesquisas dado o grande aumento de sua incidência na população jovem, principalmente nos adolescentes. Estudos na década de 80, nos EUA, revelaram que a anorexia nervosa (AN) é a terceira doença crônica mais comum entre adolescentes do sexo feminino (10 a 20 mulheres para 1 homem), só perdendo para asma e obesidade. Quanto à bulimia nervosa (BN), afeta 1 a 5% desta população, sendo também mais frequente na mulher. (1-2)
A AN e a BN são complexas do ponto de vista etiológico, são crônicas, de difícil controle, é necessário o acompanhamento a longo prazo e as recaídas são frequentes. A faixa etária mais acometida está entre os 10 e 19 anos(2,3,4) . Pediatras e hebeatras devem estar alertas para os sinais dessas doenças. O diagnóstico e tratamento precoce podem fazer toda a diferença entre o fracasso e o sucesso terapêutico.

Sinais de alerta

Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de "comportamento de risco" para desenvolver um distúrbio alimentar. Em geral, os pacientes bulêmicos ou anoréticos, muito antes da doença estabelecida, já apresentavam alguma alteração do comportamento: hábito de fazer dieta mesmo quando o peso é proporcional a estatura, crítica constante a alguma parte do corpo, e insatisfação, mesmo ao perderem peso, com diminuição gradativa de suas atividades sociais.

É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, isolamento, problemas de relacionamento, preocupação com o corpo, distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares, etc., são característicos e esperados, fazendo parte da chamada "Síndrome da adolescência normal".

Anorexia nervosa

Suas complicações envolvem diferentes orgãos e sistemas, que por sua vez respondem de forma característica ao grau de desnutrição alcançado.

No aparelho cardiovascular ocorre redução da massa cardíaca associada a diminuição da pressão arterial e frequencia cardíaca.

A bradicardia pode ser intensa e chegando a parada, sendo muitas vezes indicação de internação. O trato gastrointestinal apresenta retardo do esvaziamento gástrico e constipação intestinal. Pode haver alterações das enzimas hepáticas, degeneração gordurosa do figado e necrose hepática focal. Sua instalação no período pré-puberal é causa de baixa estatura e atraso da maturação sexual.

A associação entre disfunção hipotalâmica, redução da porcentagem de gordura corporal, caquexia e exercícios físicos excessivos pode ser causa tanto de amenorréia primária quanto secundária.

A osteopenia é secundária ao hipogonadismo hipotalâmico com baixo estrogênio, levando, nos casos mais graves, a fraturas patológicas e compressão vertebral.

Ainda, a alteração hipotalâmica pode afetar os centros termo-reguladores, de regulação da saciedade e a concentração urinária.

Há também hipoglicemia por deficiência de precursores para a gliconeogênese; hipoplasia de medula óssea com leucopenia e anemia.

As causas da anorexia na aparência

Alterações dermatológicas secundárias a desnutrição são semelhantes as observadas no marasmo: pele seca, cabelos quebradiços, alopécia e unhas descamativas.

Com exceção da baixa estatura quando o comprometimento é na fase pré-puberal, todas essas alterações são reversíveis com a realimentação adequada e recuperação da massa corpórea.

Bulimia nervosa

Suas principais complicações clínicas são decorrentes da forma como o paciente elimina o excesso de comida após o episódio de "comer-compulsivo".

Os vômitos repetidos podem determinar quadros de esofagite, gastrite, Síndrome de Mallory-Weiss, esôfago de Barret, hipertrofia de glândulas salivares e desgaste do esmalte dentário. Pneumotorax, pneumomediastino e fratura de costela podem ocorrer por vômitos vigorosos.

Catárticos e laxativos podem causar esteatorréia, pancreatite aguda, hiperamilasemia e elevação da aldosterona sérica. O sinal de Russel (lesão no dorso da mão pelo trauma repetido dos dentes incisivos na provocação dos vômitos) é patognomônico.

Raramente o paciente apresenta comprometimento importante do estado nutricional.

Tratamento

Não pretendemos nos estender nesse aspecto, mas sim oferecer uma visão geral das principais condutas terapêuticas.

Até o momento, tanto a AN como a BN não tem uma etiologia definida.

Causas multifatoriais como fatores pessoais, psíquicos, familiares e ambientais estão envolvidos em sua gênese.

Por esse motivo a terapêutica se baseia num trabalho de equipe multidisciplinar com médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

É consenso que a perda de peso superior a 40% é indicativa de internação para alimentação parenteral ou enteral para a reposição hidroeletrolítica e recuperação de 1 a 3 Kg.

Nos anoréticos, a sensação de saciedade precoce ou o desconforto pós-prandial indicam o uso de prócinéticos para facilitar o esvaziamento gástrico.

No seu acompanhamento ambulatorial, o uso da ciproheptadina (antagonista da serotonina e histaminérgico) tem mostrado efeitos positivos.

Ansiolíticos, com o intuito de diminuir a ansiedade que antecede a refeição nesses pacientes também estão indicados, com resultados as vezes conflitantes.

Obviamente é necessária a reposição de oligoelementos, vitaminas e sais minerais bem como a adequação da dieta.

O tratamento psicoterápico é indispensável para o sucesso terapêutico.

A associação da família nesse período é ainda discutido. Vários autores são favoráveis à adesão da família como fator determinante de sucesso. Outros determinam a total separação do paciente de seu meio familiar.

Já na bulimia nervosa, a forte associação com desordens afetivas, especialmente a depressão, o uso de antidepressivos tem mostrado sucesso e mais recentemente, o uso da fluoxetina, agonista específico da serotonina, tem despertado interesse, pois além do efeito antidepressivo produz redução do apetite como efeito colateral.

Conclusão:

Distúrbios alimentares continuam sendo um importante problema para o hebeatra. Esse especialista deve estar atento para o diagnóstico dessas condições, visto que a intervenção precoce determina melhora do prognóstico, sem contudo confundir o que pode ser o comportamento normal do adolescente ou mesmo de outras doenças (síndrome de má-absorção, tumores cerebrais, distúrbios hormonais, depressão, esquizofrenia, etc.) com os padrões aberrantes de alimentação e preocupação com a aparência encontrados nessas patologias.

A imagem perfeita e inatingível do belo representado pela magreza, cada vez mais veiculada pela mídia, bem como a profusão de publicações leigas sobre dietas para os mais variados fins, contribuem para o aumento da incidência desses distúrbios, especialmente nos países desenvolvidos e entre as classes sociais mais favorecidas.

Embora a anorexia e a bulimia nervosa sejam atualmente consideradas como de etiologia primariamente psiquiátrica, a frequencia e gravidade de suas complicações médicas requerem pronta participação do clínico.

A instituição cuidadosa de uma dieta balanceada, sem provocar aumentos bruscos de peso, que pode ser um fator de ansiedade no paciente anorético, requer a participação de nutricionista capacitada.

Nenhuma proposta terapêutica será efetiva sem o acompanhamento psicológico, seja psicanálise, terapia comportamental, terapia familiar ou a associação de dois ou mais métodos.

Fica clara, então, a necessidade de uma equipe multidisciplinar integrada para o atendimento e apoio a esses pacientes, cujo período longo de seguimento as vezes apresenta-se como um desafio e as vezes como verdadeiro pesadelo.

Fonte:Distúrbios alimentares na adolescência



terça-feira, 26 de maio de 2009

Puberdade





A puberdade é um período de transição do desenvolvimento humano, correspondente à passagem da fase da infância para a adolescência.É nesta fase que o corpo da mulher começa a passar por importantes mudanças, que impulsionam o corpo à ovulação.

As transformações biológicas de âmbito comportamental e corpóreo, no organismo masculino, geralmente ocorrem entre a faixa etária dos 12 aos 14 anos de idade, e para o biótipo feminino esse marco caracteriza-se a partir da primeira menstruação, também denominada de menarca, conferindo maturidade por volta dos 10 aos 13 anos de idade.

Tais mudanças são coordenas a partir da ação endócrina mediante a atuação de hormônios hipotalâmicos, desencadeando a síntese de hormônios hipofisários, que irão estimular as glândulas sexuais a produzirem respectivamente: testosterona nos testículos (gônada masculina), e estrógeno nos ovários (gônada feminina).

Contudo, em condições normais os hormônios não são totalmente exclusivos de cada sexo, as glândulas sexuais bem como as supra-renais de ambos os sexos produzem estrógeno e testosterona, em níveis de concentração tolerantes e adequados ao desenvolvimento masculino e feminino.

As mudanças poderão ser observadas a partir de suas características:

Masculino
- surgimento de pêlos nas regiões axilares (axila), inguinais (pubianos) e torácicos (peito);
- aumento em volume dos testículos e tamanho do pênis;
- crescimento de pêlos faciais (barba);
- oscilação com posterior entonação da voz;
- alargamento da omoplata (escápula /ombros);
- desenvolvimento da massa muscular;
- aumento de peso e estatura;
- início da produção de espermatozóides.

Feminino
- expansão óssea da cintura pélvica (bacia);
- princípio do ciclo menstrual;
- surgimento de pêlos nas regiões axilares (axila) e inguinais (pubianos);
- depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas;
- desenvolvimento das mamas.

Fonte: Brasil escola

Gravidez na adolescência


(Foto: France Presse)



Estamos na era da internet e da comunicação, nunca o assunto Sexo na adolescência foi tratado com tanta liberdade.

Meus avós se matariam se soubessem que um dia, meu professor de estatística resolveu dar uma aula sobre SEXO, e usou um cabo de vassoura para nos ensinar a vestir uma camisinha adequadamente.

Acontece que, mesmo assim, com tanta informação, muitos jovens ainda estão engravidando precocemente, e o motivo pode ser a falta de responsabilidade e imaturidade.

A culpa é dos pais?

Filhos que são incapazes de tomar decisões, ou são acobertados pelos pais sempre que fazem alguma coisa errada, ou antisocial, crescerão acreditando que sempre estarão protegidos de todos os perigos e problemas.

Por isso é essencial haver deveres e responsabilidades desde muito cedo.

A partir dos cinco e seis anos um animalzinho de estimação que fique aos cuidados da criança, pode ser uma boa escola.

Não se preocupe se o animalzinho vier a morrer um dia, será uma oportunidade da criança aprender a lidar com a morte.

Qual é o papel da escola na educação sexual do adolescente?

A verdade é que ninguém, eu disse NINGUÉM , se importa com este assunto enquanto o susto não bate na própria porta.

Há quem acredite que este tema deva ser debatido apenas nas escolas, enquanto que, nem todas as escolas estão adequadas para dar este alerta.

A escola desempenha um papel fundamental no ensino de matérias educacionais, não devemos confundir essa função, com a educação que devemos a nossos filhos em casa.

É bom que fique claro que, o convívio social e a autonomia que aprendemos na escola, é lucro e não o objetivo principal do educador.

A educação deve vir de casa sim!Ninguém deveria conhecer nossos filhos mais do que nós mesmos.

É por esse motivo que a vida social, os amigos, e os interesses de nossos filhos devem estar sempre em primeiro plano.

E devemos nos interessar sobre a gravidez na adolescência a partir do momento em que percebemos que nossos filhos estão na puberdade.

Eles surgem com muitas dúvidas do tipo: Coito interrompido engravida?

Como ocorre a concepção?

Como saber quando estou fértil, como usar a tabelinha?

Conversar e reprimir...

A repreensão poderá ser aceita pelo adolescente se, a mãe ou o pai estiverem em sintonia com os
filhos.Sabendo expressarem - se de maneira não ofensiva ou paternal demais.

É preciso acompanharmos o tempo e as mudanças, ao invés de irmos contra a atualidade, já que nossos filhos fazem parte desse momento.

Parece muito complicado, mas ficará mais fácil se tratarmos nossos filhos como uma personalidade individual, capaz de discernir críticas e ofensas.

O adolescente acredita conhecer tudo, é eufórico, quer desbravar o mundo, e sabe que tem energia para isso, agora ele precisa ver em nós, a figura da sabedoria, além de enxergar que é dessa sabedoria que ele precisa.

Em situações de dúvida, o adolescente precisa ver no pai ou na mãe, um aliado amigo, que não puni ou ameaça, mas que lhe oferece a escolha.

“Ser adulto é fazer escolhas”.

A nossa missão é apontar caminhos, adolescentes se sentirão mais responsáveis se souberem que estamos depositando confiança neles, e se deixarmos claro que, sabemos que estão se tornando adultos.

Como inspirar conforto e confiança?

A rotina é essencial desde muito cedo na vida de todos nós.

A rotina nos dá segurança.

Se desde muito cedo desempenhamos obrigações e respeitamos horários, nos sentimos seguros de que nada dará errado se agirmos sempre assim.É um campo conhecido esse da rotina, que me faz saber meus limites de tempo, e eu me encaixo nele, e me sinto confortável.

É assim que nossos filhos devem nos conhecer, saber os limites que têm conosco, os deixarão mais confortáveis, e se estão confortáveis, podem conversar abertamente sobre qualquer assunto.

Agora nossos filhos estão se tornando adultos, portanto seus problemas aumentaram, há pressão no ambiente escolar, além dos problemas comuns desta fase como : "...a nova aluna tem cabelos mais bonitos...; a menina que eu gostava me acha feio;ninguém senta do meu lado no refeitório por que sou gordo...; me visto mal ... nada no mundo é justo!

Nenhum dia de trabalho estressante vale o desprezo pelo sofrimento dos nossos filhos.

Se os ouvirmos, eles saberão que poderão confiar em alguém, e que este alguém seja você!

Abordando o assunto SEXO.

O sexo é algo natural, faz parte da nossa vida e deve ser abordado mais claramente a partir do momento em que surgem as dúvidas.

Algumas crianças começarão a se interessar pelo assunto, a partir dos nove ou dez anos de idade, dependendo do nível de curiosidade e conhecimento dos coleguinhas da escola ou do bairro.A partir daí, jamais minta.

Se sentir necessidade, pesquise em livrarias, livros que abordam o assunto de maneira adequada a idade da criança ou do adolescente.

Além da informação, existem projetos que foram desenvolvidos para que o adolescente sinta na prática a responsabilidade de ter filhos.

Alguns desses, sugerem que o adolescente cuide de pintinhos, ovos de galinha, ou bonecos que precisam ser trocados, alimentados, e sentem “cólicas”, como se fossem bebês de verdade.

Palestras que envolvem mães adolescentes também podem ser providenciadas nas escolas.

Uma outra dica, é a demonstração real de um parto normal em vídeo.É preciso que a adolescente tenha conhecimento dos riscos antes de ceder a pressão do namorado, ou querer fazer parte do grupo das desvirginadas sem bom senso, ou conhecimento.

Riscos de uma gravidez na adolescência:

Antes dos 14, entretanto, a situação se complica.

Nesta faixa etária, o sistema reprodutor da menina ainda não está amadurecido e, devido a isso, pode ocorrer maior incidência de doenças hipertensivas, partos prematuros, ruptura antecipada da bolsa, desnutrição do bebê e da mãe.

Já entre os quinze e dezenove anos de idade, outro fator preocupante é o risco de mortalidade de bebês no primeiro ano de vida de filhos de mães adolescentes, que é muito maior do que em mães adultas, principalmente no que se refere aos cuidados no pós-parto.

Essas mães também são imaturas emocionalmente e deixam de cuidar dos bebês. É muito comum que elas apresentem quadros graves de depressão.

Quando a gravidez não é planejada elas começam o pré-natal mais tarde por medo de ser criticadas e, por isso, as chances de uma complicação são muito maiores.

Os transtornos da gravidez na adolescência ganham proporções ainda maiores quando se pensa no crescimento do número de partos feitos no Brasil em meninas com idade entre 10 e 19 anos.

Estatísticas:

Em 1999, do total de 2,6 milhões de partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 31 mil foram feitos em meninas com idade entre 10 e 14 anos e 673 mil entre 15 e 19 anos.

A ginecologista Silvana Gomes, que também é especialista em sexualidade humana na adolescência, reconhece o problema e afirma que é entre as jovens de 10 a 14 anos que a situação é mais complicada.

Segundo ela, o número de partos feitos em mães com idade entre 15 e 19 anos aumentou, sim, mas de forma proporcional ao crescimento da população nesta faixa etária. Por outro lado, o crescimento de partos feitos nas meninas entre 10 e 14 anos foi muito maior que crescimento dessa população.

"Nesta faixa etária, que é a que apresenta mais riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, o número de partos disparou".
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